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terça-feira, 17 de novembro de 2015

Transporte em São Paulo precisa de medidas efetivas e coordenadas para ser aprimorado

Precisamos de uma cidade em que seja possível deslocar-se em intervalos aceitáveis, de forma segura e eficaz.
 
O estímulo ao consumo na política econômica do país fez do automóvel um bem mais acessível. Com a renovação da frota, vieram veículos mais adaptados às normas de segurança, economia de combustível e emissão de poluentes, algo positivo. Contudo, o trânsito na cidade de São Paulo não se mostrou muito preparado para o aumento no número de veículos em circulação nas ruas.

É fundamental que haja destaque para  políticas que valorizem o transporte público, até mesmo para o uso racional do automóvel pela cidade.

O valor pago por uma passagem de ônibus, trem ou metrô pode parecer um tanto elevado, em vista do serviço prestado. Nas horas de pico, a situação é calamitosa: trabalhadores e estudantes se empurrando de forma animalesca para embarcar e se acomodar, pois não há o fluxo necessário de transporte para atender a todos com dignidade. 

Horas oportunas para a ocorrência de furtos, e abuso de mulheres (levando, neste caso último, a alguns pensarem no 'vagão rosa', algo que reforçaria segregação e preconceito, em vez de solucionar a questão nos trilhos).

Mesmo em horários em que congestionamentos parecem impensáveis, o trânsito em São Paulo apresenta seus problemas, gerando estresse e prejuízos com a perda de tempo.  Abordagens violentas de assaltantes a motoristas são frequentemente relatadas, nos casos em que o trânsito pára e os marginais aproveitam para agir impunemente, se esgueirando por acostamentos e becos.

A população, a cidade, o desafio com a sustentabilidade: todos estão a crescer. A implantação de ciclovias em larga escala pretende oferecer alternativas de locomoção a um perfil específico da população, mas com benefício à cidade como um todo. Sua execução ainda gera polêmica, pois moradores e comerciantes das áreas nas quais existem foram surpreendidos com mudanças repentinas que afetaram o dia-a-dia, sem que fossem discutidas em maior amplitude

É ainda cedo para medir impactos positivos das ciclovias na fluidez do trânsito, e também para saber se pilotar bicicletas na cidade é seguro e prático, em meio a uma cultura automotiva que sempre privilegiou o carro. Sem falar em pequenos criminosos, que "crescem os olhos" nas "magrelas" e as "tomam dos boys" sem cerimônias, furtando-as quando estacionadas (há nas ruas verdadeiros experts em abrir trancas e cadeados) ou com violência, quando estão em posse do dono.

A redução de velocidade nas Marginais, na 23 de Maio e em outras importantes vias da capital é uma tentativa de se reduzir o número de acidentes viários. Dados iniciais indicam que o trânsito também flui 10% melhor após a medida. Parece contradição: velocidade limite diminúida, fluidez aumentada. Isso é bom, contudo melhor seria uma análise mais detalhada do que se objetiva, em qusurjam medidas  abrangentes e não apenas pontuais, em prol do respeito, educação no trânsito e conscientização.

O cidadão e contribuinte tem o direito de ir e vir, e ser tratado com dignidade. A mobilização social é indispensável (lembremos da dimensão daquilo que o Movimento Passe Livre em tempo recente alimentou). O debate público de idéias e propostas deve acontecer, de maneira interdisciplinar.  É preciso que ações coordenadas envolvam toda a Região Metropolitana (como o Bilhete Único, que ainda pode avançar bastante) para que se encontrem as soluções que importantes questões merecem, tendo o devido apoio do poder público, nos variados níveis e esferas. 

domingo, 25 de novembro de 2012

"O QUARTO PODER" MOSTRA A PERVERSIDADE DA INDÚSTRIA DA NOTÍCIA


Dirigido pelo cineasta grego Costa-Gavras, O Quarto Poder (Mad City, 1997) tem como tema o lado cruel e manipulador da grande imprensa e como sua atuação pode se distanciar dos verdadeiros interesses da sociedade. 

Numa tentativa de recuperar seu emprego, o vigilante Sam Baily (interpretado por John Travolta) invade o museu que o despediu. Armado, acidentalmente fere seu ex-companheiro de trabalho e ainda é compelido a manter sob seu controle um grupo de crianças que visitava o local.  Ele age de forma impensada, perturbado com a responsabilidade que possui com esposa e filhos, comprometida pela demissão..

Max Brackett (personagem vivido por Dustin Hoffman) é um repórter que precisa estar no centro das atenções novamente para se recuperar de um revés na carreira, e, ao se ver envolvido de maneira oportuna na trama, utiliza a ingenuidade de Baily a favor de seus objetivos, menosprezando os princípios éticos de sua profissão. 

No elenco também Mia Kirshner, como Laurie, a jovem e deslumbrada assistente de BrackettClique na imagem acima e assista ao filme! Acionando o ícone na parte inferior direita da imagem, veja o vídeo em tela cheia.

sábado, 5 de dezembro de 2009

CRACK EM SÃO PAULO: CRIANÇAS FAZENDO FUMAÇA NA PRAÇA DA REPÚBLICA

Foto registrada na virada dos séculos XIX / XX, no local em que hoje existe a Praça da República, na capital paulistana. No Brasil Imperial, o lugar foi conhecido como Largo dos Curros, pois nele eram realizadas competições com touros. 

A qualquer hora do dia ou da noite, moradores e frequentadores da região presenciam o consumo de crack na Praça e nas ruas das imediações.


Texto: Carlos Primo Vaz
Na escuridão da noite ou sob a luz difusa entre as árvores do parque, mãos que tremem na busca de um trago violento. O cenário: a centenária Praça da República, no centro da cidade de São Paulo.
Há poucos anos, a República foi remodelada, tendo em vista resgatar o desenho que o local tinha no começo do século XX. As obras de ampliação do metrô paulistano alteram a rotina do local há cerca de dois anos. Ao lado de tapumes e construções provisórias, jovens e crianças fazem uso do crack a qualquer hora do dia.

Numa tarde de dezembro, com o porrete de madeira de um metro, o guarda civil metropolitano caminha calmamente em direção aos garotos da rua. Despreocupados e entorpecidos com os cachimbos quentes nas mãos, os corpos maltratados, às dezenas, se dispersam.

Cercadas entre grades, a escola infantil que há muito está estabelecida na praça e também  o imponente edifício-sede da Secretaria de Educação do Estado.
Com o projeto de se fazer uma Nova Luz (na famigerada Cracolândia paulistana), é reestabelecida alguma normalidade em ruas antes focos de conflito, prostituição, tráfico e uso de drogas. Entretanto, a inexistência ou fragilidade de programas sociais faz com que estas pessoas marginalizadas continuem na mesma situação, rumando como nômades numa vida desgraçada pelo centro da cidade.

Cuidemos de nossas crianças e do nosso futuro.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

EXPLOSÃO ATORDOA SANTO ANDRÉ

A história registra que a descoberta da pólvora aconteceu de maneira acidental, quando alquimistas taoístas buscavam fabricar o elixir da imortalidade (há mais de mil anos, na China).

Lidar com explosivos é tarefa para peritos. O Estado e as Forças Armadas devem estar atentos ao manejo e comercialização destas substâncias, instáveis e sensíveis.

Em Santo André (SP), 24 de setembro, cenário de guerra."Parece que caiu um míssil aqui", diz o repórter de tv.

A população precisa ter a consciência do uso que se faz do nosso espaço e território, para que tragédias como essa possam ser evitadas.

Balões de festejos, fogos de artifício, a panela no fogão... tenha cuidado e esteja atento, sempre!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O TRIUNFO DA IRRACIONALIDADE

As torres do World Trade Center, cartão postal de New York e símbolo de poder, até serem atingidas por aviões pilotados por suicidas.

O dia 11 de setembro de 2001 deixou a humanidade atônita. Num ação até então inédita, as gigantescas Twin Towers de Manhattan desabam em chamas após serem atingidas por aeronaves

Cerca de 3 mil pessoas (das mais diversas nações) tiveram suas vidas ceifadas por esse ato hediondo, sendo responsabilizadas, naquele momento, por aquilo que envolvia a supremacia econômica e militar dos norte-americanos e a política de George Walker Bush.

Paz!